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Município de Biritiba-Mirim é a ‘Capital do Agrião’ do estado de SP

                                 MAIOR PRODUTOR PAULISTA DA HORTALIÇA.      

Localizado no coração do cinturão verde paulista, o município mantém a tradição secular no cultivo, que começou com a imigração de japoneses. O projeto que originou a lei é de autoria do deputado André do Prado (PL), hoje presidente da Alesp. A cidade tem importante marca de contribuição do PL no seu processo de desenvolvimento, sob as referenciadas gestões de Carlos Alberto Taino Junior – o popular prefeito Inho; das fortes bancadas de vereadores da legenda 22; e dos mandatos dos deputados André do Prado (estadual) e Marcio Alvino (federal).

Confira abaixo a matéria na íntegra*

Em 2006, o Ministério da Saúde publicou o Guia Alimentar para a População Brasileira, um documento com informações e diretrizes para a promoção de uma dieta saudável. Uma das principais recomendações do manifesto é a de evitar os ultraprocessados, optando por um sistema alimentar com fontes in natura e, preferencialmente, provenientes de agricultura familiar.

Nesse contexto, o município de Biritiba-Mirim figura muito bem: desde 2011, por meio da Lei 14.473, aprovada na Alesp, a cidade detém o título honorário de Capital do Agrião do Estado de São Paulo. Nada à toa: segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, Biritiba-Mirim é o maior produtor paulista da hortaliça, com exportações que rendem milhões de reais anualmente.

Segundo Rafael Scarpim Capra, chefe da Casa da Agricultura de Biritiba-Mirim, “a região tem tradição no cultivo de hortaliças desde a chegada dos imigrantes japoneses nas décadas de 1920 e 1940”.

O presidente da Alesp, deputado André do Prado, autor do projeto (aprovado logo no início do seu primeiro mandato) que originou a Lei, destaca que o título honorário foi uma solicitação pessoal do prefeito Inho (PL, e que a honraria “fortalece o pertencimento [ao município] e a importância de investir no agronegócio, respeitando sempre a natureza”.

‘OLERI’ O QUÊ?

De acordo com Rafael Scarpim, o município conta com mais de “mil pequenas propriedades rurais familiares, com média de 5 hectares [cada] e utilizam, praticamente, 100% da mão de obra familiar”. Para Rafael, essa característica da produção é de “grande relevância social” e incrementa a importância econômica da olericultura na região.

“Olericultura é o ramo da horticultura que abrange o cultivo de oleráceas, conhecidas popularmente como verduras e legumes”, explica a nutricionista Giovanna Alexandre. O Estado de São Paulo é o maior produtor de hortaliças folhosas e boa parte do cultivo se concentra, justamente, na região conhecida como cinturão verde paulista, onde se situa Biritiba-Mirim.

CULTIVO ESTRATÉGICO DIVERSIFICADO

Rafael Capra alega que “o cinturão verde paulista é responsável por abastecer uma das maiores metrópoles do mundo, a cidade de São Paulo, além de municípios como São José dos Campos, Taubaté e o Litoral paulista. A localização geográfica próxima desses grandes centros consumidores favorece a logística”. Além da posição estratégica, diz Capra, o “clima ameno e úmido”, típico do subtropical de altitude, favorece o cultivo das hortaliças folhosas e maçarias.

Apesar de ser a Capital do Agrião, a produção agropecuária de Biritiba-Mirim é diversificada e as culturas se multiplicaram nos últimos anos.

“O produtor compreendeu que a variação de plantio é muito boa, seja em questão financeira, da janela agrícola ou mesmo para a saúde do solo. Hoje, o município tem grandes áreas plantadas de alface, repolho, brócolis, cenoura, beterraba, couve-flor, espinafre-europeu, abóbora e maçarias”, declara o prefeito Inho.

BENEFÍCIOS Á SAÚDE

“O consumo de verduras e legumes é essencial para manter a saúde humana. São excelentes fontes de vitaminas, minerais, fibras e compostos antioxidantes, podendo atuar na prevenção de hipertensão, diabetes, aterosclerose e câncer”, diz Giovanna Alexandre. O agrião, de acordo com Rafael Capra, “é mais rico em ferro que a couve e o espinafre. É muito nutritivo, e se destaca entre as hortaliças como fonte de manganês, fósforo, ferro, zinco e vitaminas A, B1, B2 e C”.

Giovanna destaca que “alimentos podem ajudar na prevenção de alguma doença, mas não previnem diretamente. Os benefícios ocorrem quando há consumo em conjunto de uma alimentação equilibrada e estilo de vida saudável”.

De qualquer forma, o caminho para uma alimentação mais saudável, com verduras e legumes, passa pelo cinturão verde de São Paulo e por Biritiba-Mirim. “A agricultura biritibana contribui em muito com a qualidade nutricional dos paulistas”, alega Scarpim.

Na próxima vez em que for a uma feira, lembre-se que, possivelmente, a hortaliça que chega fresquinha na sua mesa foi cultivada em Biritiba-Mirim.

*Com informações de matéria publicada originalmente no portal da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 2 de junho de 2023, às 17h49 – Especial – Capitais Temáticas | Juliano Galisi, sob supervisão de Cléber Gonçalves.