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Live do TSE aborda participação das mulheres na política do Brasil e da Índia

 O EVENTO REUNIU ESPECIALISTAS EM ELEIÇÕES DOS DOIS PAÍSES.

O encontro virtual realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 24/8, teve a participação da secretária-geral da Presidência da Corte e gestora da Comissão TSE Mulheres, Aline Osorio, e o secretário-geral da Comissão Eleitoral da Índia (CEI), Umesh Sinha, e a mediação de especialistas. Foram debatidos os desafios das mulheres na política dos dois países, trocando experiências e identificando oportunidades.

Leia abaixo a matéria completa.

 A “Participação das Mulheres nas Eleições no Brasil e na Índia” foi tema do webinário realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24). No encontro, a secretária-geral da Presidência da Corte e gestora da Comissão TSE Mulheres, Aline Osorio, e o secretário-geral da Comissão Eleitoral da Índia (CEI), Umesh Sinha, discutiram os desafios e as oportunidades do público feminino na área política.

A abertura do evento, que foi mediado por Julia Rocha de Barcelos, integrante da Comissão TSE Mulheres, contou com a presença do embaixador do Brasil na Índia, André Corrêa do Lago, e do embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy.

De acordo com André Corrêa do Lago, a Organização das Nações Unidas (ONU) já demonstrou que esse aumento da participação das mulheres “é um passo muito importante para que possamos conquistar um grau de sustentabilidade em todos os aspectos, não somente no ponto de vista econômico e ambiental, mas do ponto de vista social. Então, nada pode nos ajudar mais do que investir nas mulheres e na contribuição que elas podem trazer para a sociedade”.

Para o embaixador da Índia no Brasil Suresh Reddy, é impressionante que, em 2021, esse tema ainda esteja em discussão. “Somos países diferentes, mas muito parecidos na democracia e trabalharemos juntos para conquistar essa representatividade. O desafio que ambos enfrentamos não é apenas promover a participação das mulheres no processo eleitoral. Acredito que o empoderamento das mulheres é a melhor ferramenta para aumentar o desenvolvimento socioeconômico de um país”, afirmou ele, complementando que a tecnologia e a revolução digital são grandes aliados nesse processo.

TSE MULHERES

A gestora da Comissão TSE Mulheres, Aline Osorio, revelou que os índices brasileiros de participação feminina nas eleições ainda estão aquém da média mundial, especialmente pelo não cumprimento das leis eleitorais por parte dos partidos. No entanto, Aline ressaltou que o Tribunal trabalha diariamente para reverter esse quadro, com sanções aos partidos, campanhas e o incentivo à adoção de políticas públicas, como a cota legal de gênero de, no mínimo, 30% para candidatas em cada partido.

“Em outubro de 2019, a Corte criou o TSE Mulheres, que tenho a honra de coordenar. Desde sua criação, trabalhamos pelo encorajamento das mulheres na política e, por meio de campanhas institucionais, ainda lutamos contra a violência política de gênero. Em parceria com um grupo de organizações, lançamos uma série de vídeos chamada ‘A Violência Política de Gênero existe’, trazendo a atenção a esse tema”, explicou Aline Osorio.

Segundo ela, uma das ações mais recentes da Corte é o Guia de Linguagem Inclusiva para Flexão de Gênero. “Temos que mudar o antigo costume de naturalizar o masculino e de colocar o feminino como invisível. Ao optar por uma compreensão neutra nas diferentes formas de tratamento, estamos preservando a identidade de gênero e a expressão de todas as pessoas”.

AVANÇO INDIANO

O secretário-geral da Comissão Eleitoral da Índia, Umesh Sinha, por sua vez, falou dos avanços que o país vem presenciando em relação à representatividade das mulheres. Ele informou que, há 17 eleições gerais (em 70 anos), a participação feminina nas votações excede a masculina e que, atualmente, existem 78 mulheres eleitas a cargos parlamentares.

“Conectamos todos os tipos de mídia em nossas campanhas, inclusive nos cinemas, onde podemos mostrar nossas iniciativas de conscientização. Temos um conceito inovador de clubes de alfabetização eleitoral, nos quais voluntários treinados levam o conhecimento a todos os tipos de pessoas. Muitos desses grupos são geridos por mulheres, com essa preocupação inclusiva”, ressaltou.

Ainda de acordo com Sinha, outra ação foi a instituição do sistema de zonas eleitorais sem filas para as mulheres indianas. “Mulheres são o futuro da democracia e nós estamos tentando engajá-las, educá-las e envolvê-las nesse processo”, finalizou. (AL/EM, DM)

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FONTE: Assessoria de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2021