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Mulher: do direito de votar ao direito de ser votada

Aparecida Batista Dias Barreto de Oliveira – Cida Barreto*

Todo dia 3 de novembro relembramos o Dia da Instituição do Direito do Voto da Mulher. Um marco importante na história do Brasil, que viveu por décadas muitos desmandos e autoritarismos. Talvez porque os brasileiros não estivessem preparados para viver uma democracia plena. Muitos ainda não estão e se aproveitam das situações e dos cargos que ocupam para tirar vantagens.

Mas quero aproveitar o momento e fazer uma reflexão sobre a importância da mulher na política brasileira. Existe ainda um forte preconceito – pelo menos vejo dessa forma – quando se fala no ingresso da mulher na política.
O número de representantes femininas nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional, deixa muito a desejar. A participação feminina continua refletindo o desequilíbrio histórico de gênero nas funções públicas. O Brasil ocupa uma das últimas posições no ranking mundial de representação feminina nos parlamentos.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio de que “todos são iguais perante a lei”, além de estabelecer que se deve “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”.

Entretanto, a igualdade preconizada, mesmo reconhecendo os avanços, ainda está longe de ser uma realidade, apesar de as mulheres representarem a maioria do eleitorado brasileiro. Partindo-se desse princípio, podemos concluir que até mesmo as mulheres têm preconceito com as suas iguais.
Foi com o código eleitoral provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Faz tempo, é verdade, mas apesar de muitas lutarem para o fortalecimento feminino na política, a situação ainda é complicada e o número continua baixo. Chegamos a ter uma Presidente da República, que pegou a via contrária do bem estar geral, e foi tirada do Poder.

Tenho acompanhado os muitos programas de partidos políticos na televisão ” sempre exibidos no horário nobre, minutos antes do telejornalismo de maior audiência na TV aberta. A maioria traz líderes políticas conclamando, convidando e quase implorando para que a ala feminina ingresse nos partidos, participe da vida política das cidades, dos estados e do País. Para que disputem eleições, ajudem a tomar as decisões que podem ajudar a mudar os rumos da Nação e contribuir para que a vida das pessoas tenha melhor qualidade.

Muitos atribuem à política a grande onda de corrupção que o Brasil passou nos últimos tempos. Penso eu não ser a política que provoca a corrupção, mas sim os maus políticos.

Se a pessoa tem boa intenção de fazer um trabalho bom, de servir verdadeiramente, não envereda para o lado ruim. Por exemplo, eu Aparecida Batista Dias Barreto de Oliveira, estive prefeita em dois mandatos. Denunciei uma grande corrupção no meu município de Rosana, no estado de São Paulo. Houve prisões em mais de 45 mandados.

O fato chamou atenção da grande mídia, tendo sido reportagem no Fantástico da rede Globo, e tevês locais, que podem ser acessadas no YouTube. A matéria de corrupção foi denominada de “Denúncia de corrupção: mexilhão dourado no Município de Rosana – SP.

Talvez maus exemplo de alguns políticos tenha contribuído para afastar as mulheres e afugentá-las dos quadros políticos. Mas peço a você mulher, busque bons exemplos e faça você mesma a diferença.

Entrei na política com uma visão diferente, sempre com vontade de fazer a diferença. Nos últimos 20 anos de política, aprendi muito e vejo que há espaço – e muito grande – para a participação feminina entre nós.

Portanto, aproveito este momento em que ainda está viva a lembrança da conquista do voto da mulher, para convidá-las: venham fazer parte da política, escolham um partido que tenham a ideologia que mais lhe agrada.
O meu partido, o Partido Liberal, o PL, está de portas abertas para receber as mulheres e abrir o espaço que tanto precisam para se se empoderarem na política.

*Aparecida Batista Dias Barreto de Oliveira – Cida Barreto –, ex-prefeita, é presidente do PL do município de Rosana